2 Broke Girls

Max arrebenta com um hipster

Zapeando outro dia, dei de cara com uma das novas séries da Warner. Sou uma grande fã de sitcoms, mas costumo desconfiar dessas novas e excitantes histórias que Hollywood nos oferece a cada temporada de estréias. O episódio piloto me chamou a atenção pela presença marcante de Kat Dennings, que eu adoro desde O Virgem de 40 Anos, e continuo amando desde Nick and Norra’s Infinite Playlist [ainda faço um post sobre esse também].

Kat interpreta Max, uma garçonete do Brooklin que fala o que pensa para os clientes, para o chefe e para quem mais passar no seu caminho. O mais divertido da personagem é o humor negro de suas tiradas, quase sempre sobre seu passado pobre, o pai desaparecido ou deprimentes experiências sexuais. Graças a Deus, Max foge do padrão nigga-do-guetto­ e arranca gargalhadas com as piadinhas sacanas de quem está sempre na pior.

A virada do episódio piloto acontece com a chegada de Caroline, vivida por Beth Behrs [nunca vi na minha vida, mas a Wikipedia diz que ela apareceu num filme direto para o vídeo de American Pie]. Ela é uma patricinha rica que não tem para onde ir depois que o pai foi pego roubando toda Nova York e mandado para a cadeia. Absolutamente absurdo, mas se funcionou com Arrested Development, vamos na onda e acreditar que a menina não tinha mesmo nenhum centavo guardado longe dos olhos do governo.

Caroline também surpreende, roubando a cena cômica de Max, e sendo mais que um rostinho bonito e um par de pernas magras. Ela é divertida, e não tem nada do clichê de Paris Hilton, mesmo com as constantes referências à infância abastada e com o cavalo a tira-colo que arrastou para o jardim do apartamento de Max. As duas acabam por formar uma química deliciosa, com o otimismo irritante da ex-rica e o derrotismo compreensivo da pobretona.

O que destaca 2 Broke Girls das séries maçantes de comédia que a Warner insiste em manter [Chuck, Two and a Half Man, entre outras] e das que fracassam todos os anos nas primeiras temporadas, é que o roteiro fala a língua desta década. Ele não trata a juventude como zumbis descerebrados. A série se alimenta das tendências atuais, sem apelar para episódios óbvios e piadas sexuais exageradas. Minhas gags favoritas são, sem dúvidas, as freqüentes referências aos hipsters, maiores clientes do café onde a dupla protagonista trabalha. A cada nova história, Max tira alguns minutos para sacanear com os chapéus, o cabelo, as festas e as flashmobs do grupo de jovens pretensiosos.

Anúncios

Sobre aleviana

Tento traduzir em texto algumas de minhas obsessões. Dispersa, idiossincrática, irritada e, claro, leviana. Como todo mundo que é isolado dos cículos sociais, dedico mais tempo a coisas obsoletas do que a coisas importantes, como trabalho, estudo, exercícios e nutrição. Excelente planejadora, mas impedida pela procrastinação interminável. Escrevo quando quero. Quando não quero, faço outra coisa.
Esta entrada foi publicada em Tem que ver isso aí. ligação permanente.

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s